A Modernização já não é uma questão de financiamento

Luís Corrêa D’Almeida,

Consultor Core Corporate

 

A Informação para Gestão é crucial em qualquer empresa. Um negócio não pode mais ser gerido por intuição que é o mesmo que navegar à vista. A Informação para Gestão consiste num conjunto de indicadores de atividade – os indicadores que interessam a cada empresa – produzidos com fiabilidade e analisados com regularidade, que permitam em tempo real perceber o desempenho da empresa e agir corretivamente sempre que assim se justifique. Muitos empresários consideram – por intuição – estar bem informados sobre a sua empresa, mas uma análise objetiva da situação vem desmenti-los.

 

A realidade é como é, e independentemente da forma como os gestores gostariam que fosse, ela manter-se-á intacta, a menos que se adotem medidas para as modificar.  É sempre da realidade que se tem que partir e para isso a primeira coisa a fazer é conhecê-la.

 

A Informatização da Atividade e dos processos é o meio de dotar a empresa da informação objetiva e fiável necessária ao governo esclarecido do seu negócio. Mas não basta dispor dos dados, é preciso ter disciplina e olhar para eles no tempo certo.

 

A primeira coisa que o empresário deve fazer é perguntar a si próprio: quais são os dados que considero importantes e críticos para gerir o meu negócio? A informatização não deve ficar aquém das necessidades (um dia trataremos do resto) nem ficar para além das necessidades (para que é que isto serve?). Esta deve ser adequada ao perfil da empresa, partindo das suas necessidades reais e não das primeiras soluções que o mercado oferece.

Assim as empresas devem proceder a uma informatização integrada adaptada às suas necessidades e não à aquisição de produtos ou programas avulsos.

 

Por sua vez, as Consultoras de TI que apresentarem soluções globais integradoras e estruturantes (em vez dos programas avulsos) tem a oportunidade de se diferenciarem no mercado com uma proposta única de valor.

 

Para isso precisam de sensibilidade e competências. Sensibilidade para perceberem que cada cliente é único; e competências, porque já lá vai o tempo em que o negócio era a venda de uma licença. É preciso ir mais longe e vender resultados.

 

A grande diferenciação estará na amplitude e profundidade do impacto conseguido junto do cliente. Só assim a Consultora de TI será verdadeiramente um parceiro estratégico ou de negócio.

 

A Digitalização faz parte do processo geral de informatização. É igualmente importante que a empresa simplifique os processos físicos convertendo-os em processos virtuais com a correspondente economia de recursos: humanos, materiais, financeiros e cronológicos.

 

As digitalizações, em particular, tal como a informatização, em geral, carecem de um plano que estabeleça a prioridade e sequência racional das mudanças a introduzir. Existem duas barreiras principais à informatização e à digitalização: cultural e financeira.

Cultural sobretudo por parte dos empresários que continuam a considerar a informatização como um mal necessário (e apenas naquilo que é obrigatório), como um custo periférico e não como um investimento estratégico com impacto direto na geração de valor do seu negócio.

Imagem Luis Correa de AlmeidaFinanceira porque exatamente em resultado da secundarização da informatização evocam a necessidade de encaminhar os seus recursos para o que entendem ser o core do seu negócio.

 

As Consultoras de TI têm um papel fundamental e decisivo na mudança cultural das empresas sempre que de facto apresentem soluções integradoras e estruturantes e se posicionem como verdadeiros parceiros de negócio (ter uma relação de parceria não é vender um produto e afastar-se…). Provavelmente muitas empresas de TI terão que rever o seu core, estrutura e propostas de valor.

 

Quanto à barreira financeira e aos Financiamentos Tecnológicos, quer das Consultoras de TI, quer das empresas em geral, já não é mais desculpa. Hoje em dia existe no mercado uma panóplia alargada de produtos financeiros vocacionados para as Tecnologias de Informação, quer para as próprias Consultoras de TI, quer para as empresas em geral, cobrindo várias áreas, desde a investigação, aos recursos e aos equipamentos, e várias fases do desenvolvimento, desde as startups (pré-seed, seed e early stage) até à consolidação e expansão.

 

Fonte Ntech.News

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